Significado de Comércio internacional

Talita Carvalho
Talita Carvalho
Licenciada em Economia

O que é Comércio internacional:

Comércio internacional é a troca de bens e serviços entre pessoas ou empresas de países diferentes. As nações podem vender seus produtos fora de seu território (exportação) ou podem adquirir produtos de outros países (importação).

As trocas comerciais entre nações acontecem desde a antiguidade, mas foi com a globalização e a evolução nos meios de comunicação e transporte, no final do século XX, que esse fenômeno se intensificou.

Se por um lado o comércio internacional traz vantagens como a diversificação de produtos, ele pode prejudicar a economia interna de um país. Para evitar que isso aconteça, os países costumam adotar barreiras ou tarifas.

Também é comum que os países formem blocos econômicos e façam acordos comerciais a fim de facilitar o fluxo de mercadorias. São exemplos dessas iniciativas a União Europeia, o Mercosul e o NAFTA.

O comércio internacional é regido por normas de organizações como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Câmara de Comércio Internacional (CCI).

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Breve história do comércio internacional

O comércio entre os diferentes povos existe desde a antiguidade. Um dos exemplos mais antigos de trocas comerciais foi a Rota da Seda, uma rota que ligava a China ao Mar Mediterrâneo. O auge dessa rota aconteceu por volta dos anos 150 d.C.

A expansão marítima iniciada no século XV também inaugurou um momento importante nas trocas comerciais. O modelo econômico vigente nesse período era o mercantilismo e a riqueza de uma nação era medida por sua capacidade de acumular metais.

Saiba mais sobre mercantilismo.

Para a acumulação de metais, os Estados buscavam manter superávits na balança comercial, isto é, exportar mais do que importar. Faziam isso estimulando as exportações e impondo barreiras às importações.

Já em meados do século XX e especialmente ao final da Segunda Guerra Mundial, o comércio e as alianças comerciais entre os países se intensifica.

São criadas organizações financeiras internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o GAAT (General Agreement on Tariffs and Trade) - um acordo para redução de tarifas que em 1995 seria substituído pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Os avanços tecnológicos desde então têm facilitado a comunicação e o fluxo de bens e serviços no mundo e hoje assistimos à fase de mais intensas trocas comerciais entre as nações no mundo.

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Teorias das vantagens comparativas

Uma das principais teorias do comércio internacional é a teoria das vantagens comparativas, formulada pelo economista britânico David Ricardo no início do século XIX.

Segundo essa teoria, cada país produz os bens nos quais possuem maior produtividade em comparação a outros países.

Por exemplo: o Brasil e a Argentina produzem, ambos, queijo e café, mas a Argentina é mais produtiva na produção do queijo e o Brasil é mais produtivo na produção de café.

Nessa condição, é mais vantajoso que esses países se especializem na mercadoria que têm mais produtividade e então comercializem entre si esses produtos.

Blocos econômicos

Os blocos econômicos são formados por um conjunto de países que buscam intensificar as trocas comerciais e obter vantagens na comercialização entre os países do grupo.

O número de blocos econômicos pelo mundo começou a crescer no final da Segunda Guerra Mundial e especialmente após o final da Guerra Fria, nos anos 1990. Existem 4 tipos diferentes de blocos, são eles:

  • Área de Livre Comércio: os países pertencentes a uma área de livre comércio fazem um acordo de redução ou até mesmo eliminação das taxas alfandegárias. Exemplo: Nafta
  • União Aduaneira: possui as mesmas características que uma Área de Livre Comércio, mas se estabelece uma tarifa comum para a comercialização com outros países. Exemplo: Mercosul
  • Mercado Comum: tem as mesmas características que uma Área de Livre Comércio e uma União Aduaneira e além disso, há livre circulação de bens, serviços e pessoas entre os países. Não existem Mercados Comuns atualmente.
  • União Econômica e Monetária: possui todas as características dos outros tipos de blocos e, além disso, adotam a mesma moeda. Exemplo: União Europeia

Saiba mais sobre os blocos econômicos: NAFTA, União Europeia e Mercosul.

Vantagens e desvantagens do comércio internacional

Uma das vantagens do comércio internacional é a possibilidade de os consumidores comprarem produtos que não são produzidos em seu país. Por exemplo, você pode comprar um café colombiano ou uma pimenta mexicana nos mercados no Brasil com certa facilidade.

Além disso, a abertura dos mercados para empresas estrangeiras aumenta a concorrência e pode diminuir o preço dos produtos para os consumidores. Mas por outro lado, essa entrada de produtos importados pode prejudicar e até quebrar indústrias nacionais, o que pode enfraquecer a economia interna do país e a geração de empregos.

Diferença entre comércio internacional e comércio exterior

Apesar de serem conceitos muito parecidos, comércio internacional e comércio exterior são dois conceitos diferentes. O comércio internacional, como já discutido, refere-se à troca de bens e serviços entre diferentes países.

Essas trocas são regidas por normas e acordos e são mediadas por organizações internacionais criadas para facilitar esses fluxos. Isto é, o comércio internacional é regido por regras estabelecidas entre os países.

O comércio exterior, por outro lado, refere-se ao conjunto de regras de importação e exportação de um país em relação ao outro, ou seja, são as normas e legislações internas que regulamentam essas atividades.

As regras internas de um país tratam de questões tributárias, administrativas, financeiras e aduaneiras tanto das mercadorias que entram no país, quanto das que saem. Apesar de serem regras válidas dentro do território nacional, elas geralmente estão em conformidade com as leis internacionais.

Veja também o significado de balança comercial, zona de livre comércio e Brexit.

Data de atualização: 01/08/2019.

Talita Carvalho
Talita Carvalho
Formada em Economia pela Universidade Federal do Paraná e mestranda em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Socioambiental pela Universidade do Estado de Santa Catarina.