Significado do Relevo brasileiro

O que é o Relevo brasileiro:

O relevo brasileiro é caracterizado por baixas e médias altitudes e é resultado de dobramentos antigos. As formas de relevo presentes no Brasil são: planícies planaltos e depressões.

O relevo é formado pelos aclives e declives da superfície, que são resultados da ação de agentes endógenos, como o vulcanismo e o tectonismo e da ação de agentes exógenos, como as chuvas, os ventos e os rios.

O Brasil tem um relevo formado por dobramentos antigos, isso significa que a superfície do território brasileiro é muito semelhante a de milhares de anos atrás, sofrendo modificações, sobretudo, dos agentes exógenos.

Por ter uma formação geológica antiga, o território brasileiro não possui montanhas, que são resultados de dobramentos recentes, como é o caso das cadeias montanhosas dos Andes e Alpes.

Essa característica do relevo brasileiro é resultado de sua posição central sobre uma placa tectônica, isto é, longe dos limites das placas, que quando se chocam, provocam mudanças no relevo.

Classificação do relevo brasileiro

Ao longo da história, o relevo brasileiro foi classificado de três formas diferentes. Cada classificação foi feita por um pesquisador diferente e foi resultado das tecnologias disponíveis na época.

O primeiro estudo do relevo foi feito por Aroldo Azevedo no ano de 1940. Sua classificação utilizava como critério a altimetria e o território foi dividido entre planícies e planaltos.

Os planaltos correspondiam aos relevos com mais 200 metros de altitude e representavam 59% do território. As planícies eram as superfícies inferiores a 200 metros e compunham 41% do território.

A segunda classificação foi feita por Aziz Ab’Saber em 1950. Essa classificação baseava-se nos processos de erosão e sedimentação, isto é, nos processos de formação do relevo.

Quando o processo de erosão superava a sedimentação, o relevo era classificado como planalto. Quando a sedimentação superava a erosão, classificava-se o relevo como uma planície.

Em em 1889, o professor Jurandyr Ross elaborou a classificação utilizada até hoje para o relevo brasileiro. A maior precisão do seu estudo se deve à utilização de radares, possibilitados pelo Projeto Radam.

Sua classificação divide o território brasileiro em 28 unidades de planícies, planaltos e depressões e considera tanto as estruturas do relevo quanto a ação dos agentes intempéricos, como a chuva, os ventos e os rios.

Relevo brasileiroClassificação do relevo brasileiro feita por Jurandyr Ross.

Entenda mais sobre relevo e formas de relevo.

Planaltos

Os planaltos são áreas residuais mais elevadas que as depressões em seu entorno. São mais elevadas pois sua estrutura rochosa é mais resistente à erosão. Nesse relevo, o processo de erosão é superior ao processo de sedimentação.

Exemplos de planaltos brasileiros:

  • Planalto da Amazônia Oriental
  • Planalto da Borborema
  • Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba

Saiba mais sobre planalto.

Depressão

As depressões são áreas rebaixadas em relação ao seu entorno. São áreas onde o processo erosivo predomina em relação ao processo sedimentar e sua superfície é o resultado de longos processos de erosão.

Exemplos de depressões brasileiras:

  • Depressão Sertaneja e do Rio São Francisco
  • Depressão do Tocantins
  • Depressão do Araguaia

Planícies

As planícies são formadas por bacias de sedimentação recente, isto é, estão em processo de consolidação. As áreas de planície são menos acidentadas e nelas o processo de sedimentação é predominante.

Exemplos de planícies brasileiras:

  • Planície do Rio Amazonas
  • Planície do Rio Araguaia
  • Planície e Tabuleiros Litorâneos

Veja também o significado de montanhas, altitude e vulcanismo.

Data de atualização: 14/10/2019.