Sensoriamento remoto

O que é sensoriamento remoto?

Sensoriamento remoto é o uso de radiação eletromagnética para recolher imagens e dados sobre a superfície terrestre. Com essa tecnologia, as informações são coletadas por sensores que estão distantes do objeto ou da área analisada.

O material colhido através do sensoriamento remoto é bastante preciso e autêntico. Por isso, é uma fonte confiável para a construção de mapas ou estudos detalhados.

Essa tecnologia é usada para muitas finalidades, como a observação de características da Terra, fenômenos naturais, acontecimentos climáticos e crescimento urbano.

Normalmente, os sensores que coletam os dados são transportados por satélites, aeronaves e drones, mas podem ser transportados também por qualquer outro meio, como carros ou pessoas. Um satélite que faz imagens da Terra é um dos exemplos mais conhecidos de sensoriamento remoto.

Como funciona o sensoriamento?

O funcionamento do sensoriamento remoto depende de três elementos básicos:

  1. objeto/área observada;
  2. radiação eletromagnética (REM): ondas ou partículas que se movem na velocidade da luz;
  3. sensor: que mede a intensidade da radiação.

Para coletar as informações, o satélite usa a radiação solar refletida pela superfície da Terra, que é captada pelo sensor remoto.

Os sensores detectam as radiações em diferentes comprimentos de onda, muitas delas invisíveis a olho nu. Depois de detectadas, elas são convertidas em cores visíveis.

A seguir, os dados recolhidos pelo sensor são transmitidos para uma central que coleta, organiza e guarda as informações, como o SIG, o Sistema de Informações Geográficas (ou GIS - Geographic Information System).

No Brasil, boa parte dos dados coletados a partir do sensoriamento remoto são usados pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e pelo INMET (Instituto Nacional de Meteorologia).

Quais os tipos de sensoriamento remoto?

Os sensores são divididos em dois tipos, conforme a fonte de radiação que usam: passivos ou ativos.

  • sensores passivos: são os sensores que utilizam a radiação eletromagnética externa, da luz solar;
  • sensores ativos: esses sensores possuem uma fonte própria de radiação, não dependendo da radiação externa.

sensoriamento remotoOs sensores passivos usam fonte de radiação própria (setas brancas) e os sensores passivos usam a radiação externa (setas amarelas).

Níveis de coleta de imagem

De modo geral, as imagens colhidas pelos sensores são em pequena escala e, por conta disso, podem ser observadas grandes áreas em pouco tempo.

Dependo do nível em que o sensor é colocado, as imagens captadas podem ter mais ou menos detalhes. A maior diferença entre os níveis é o tamanho de superfície que analisa (de acordo com a distância entre a área e o sensor).

Existem três níveis de coleta de dados:

  • solo: são as imagens coletadas no nível próximo ao solo, recolhidas por pessoas (sensores de mão) ou por veículos. Por estar muito perto do solo, esse tipo de sensoriamento só tem capacidade para observar pequenas áreas, mas consegue obter mais detalhes.
  • aéreo: no sensoriamento aéreo, os sensores ficam acoplados em aeronaves ou drones, que registram imagens da superfície terrestre.
  • orbital: são os sensores ligados a satélites artificiais, que ficam mais afastados da Terra. Sua maior vantagem é a grande área de extensão que são capazes de observar. Dependendo do tipo de tecnologia usada, podem ser capazes de revelar mais ou menos detalhes da área.

Para que serve o sensoriamento remoto?

A tecnologia de sensoriamento remoto tem inúmeras funções, já que o sistema pode ser usado para a observação de muitos tipos de superfície, coletando imagens que serão transformadas em dados. Hoje em dia, uma das técnicas de sensoriamento remoto mais usada é o satélite, que orbita ao redor da Terra.

Por ter muitas aplicações, o sensoriamento remoto é um dos instrumentos mais usados pela geotecnologia, área que utiliza diferentes tecnologias para coletar, organizar e analisar dados geográficos.

Os principais usos do sensoriamento remoto são:

  • criação de mapas com dados variados (cartografia): geografia, topografia, hidrografia, relevo, vegetação, entre outros;
  • observação do uso dos recursos naturais;
  • criação ou atualização de mapas em tempo real e GPS;
  • observação de mudanças climáticas e previsão de fenômenos meteorológicos;
  • acompanhamento do crescimento das cidades;
  • coleta de dados para planejamento urbano;
  • medição dos níveis dos oceanos;
  • controle de áreas desmatadas;
  • observação das áreas usadas na agricultura.

imagem satéliteImagem da Terra captada por um satélite na órbita do planeta.

Como surgiu o sensoriamento remoto?

A tecnologia do sensoriamento remoto surgiu durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), quando se utilizou a fotografia área (aerofotogrametria) para reconhecer alvos e facilitar o planejamento das operações militares.

Algumas décadas depois, a partir de 1960, o sensoriamento remoto começou a ser utilizado da forma que conhecemos hoje, para coletar imagens e informações.

Durante a Guerra Fria (1947-1991), o uso do sensoriamento remoto cresceu muito e ele foi utilizado pelos Estados Unidos e pela União Soviética.

O primeiro satélite de observação da Terra foi enviado ao espaço pela NASA em 1972, chamava-se LANDSAT-1. O projeto de observação ainda existe e o último satélite dessa série, o LANDSAT-8, foi enviado para o espaço em 2013.

O primeiro satélite de observação brasileiro, o SCD-1, foi enviado ao espaço em 1993.

Veja também os significados de satélite e radiação solar.

Data de atualização: 08/07/2020.