O que é a social-democracia

A social-democracia é uma corrente política que prega o combate às desigualdades sociais, sem abrir mão das instituições democráticas e sem romper com o capitalismo. Assim, a social-democracia se afasta do socialismo revolucionário, já que defende não a superação do sistema capitalista, mas a correção de seus problemas, reduzindo as injustiças sociais através de reformas e programas de bem-estar social.

Em primeiro lugar, é preciso entender que a corrente social-democrata, como o próprio nome já diz, é a favor das liberdades democráticas, como a liberdade de expressão e o direito ao voto. O social-democrata é, antes de mais nada, contrário à ditadura e à opressão dos indivíduos.

Outra característica importante da social-democracia é a garantia do direito à propriedade privada. Ao contrário dos socialistas, os sociais-democratas não defendem a coletivização dos meios de produção. As mudanças desejadas pelos adeptos da social-democracia devem ocorrer dentro do sistema capitalista, sendo assegurados o direito individual à propriedade e a liberdade de empresa.

Na sua origem, a social-democracia estava vinculada ao marxismo. Os primeiros sociais-democratas, tais como os socialistas, defendiam a superação do capitalismo através da revolução.

Com o tempo, porém, a social-democracia passou a rejeitar a solução revolucionária para os problemas sociais, econômicos e políticos. Em vez de tomar o poder por meio da violência, os sociais-democratas passaram a sustentar a ideia de que o socialismo deveria ser alcançado por meios legais, dentro das regras democráticas.

O primeiro pensador social-democrata, Eduard Bernstein (1850-1932), era discípulo de Friedrich Engels, fundador do chamado socialismo científico ao lado de Karl Marx. Porém, ao contrário de Marx e Engels, Bernstein defendia que a transição ao socialismo deveria ser feita de forma gradativa e pacífica, através do processo eleitoral e no âmbito de instituições democráticas, como o parlamento.

Hoje em dia, o socialismo já não está mais no horizonte dos sociais-democratas. De um modo geral, as reformas pretendidas por eles devem ter por finalidade a ampliação das liberdades democráticas e a melhoria das condições de vida de toda a população, o que significa, entre outras coisas, igualdade de oportunidades, melhor distribuição das riquezas, combate à exploração do trabalho, defesa dos direitos humanos e das liberdades políticas.

Em relação à participação do Estado na economia, a social-democracia distancia-se tanto do socialismo quanto do neoliberalismo. Os sociais-democratas não são favoráveis à estatização completa da economia, por acreditarem que isso geraria ineficiência.

Mas também não são defensores da tese liberal do Estado mínimo, pois acreditam que as chamadas “leis do mercado” não bastam para garantir os interesses de toda a sociedade. Para os sociais-democratas, a intervenção estatal na economia deve ser feita, entre outras coisas, para impulsionar o desenvolvimento e evitar crises.

Diferentemente dos neoliberais, os sociais-democratas não são os maiores defensores das privatizações de empresas públicas. Para eles, a privatização só é desejável no caso de empresas estatais ineficientes.

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