Significado de Umidade

Dra. Juliana Guimarães
Revisão por Dra. Juliana GuimarãesEnfermeira Doutorada em Saúde Pública

O que é Umidade:

Umidade é relativo a quantidade de vapor d'água presente em determinado espaço, ou seja, quando há água em forma de vapor no ar. Também pode se referir a qualidade do que está úmido ou ligeiramente molhado.

Muitas pessoas têm dúvida sobre qual a grafia correta desta palavra: umidade ou humidade. Ambas existem e estão corretas na língua portuguesa, sendo que umidade é usado no português do Brasil e humidade no português de Portugal.

Alguns dos principais sinônimos de umidade são: aquosidade, lubricidade, molúria, sereno, garoa, relento, orvalho e lentura.

Umidade relativa do ar

Nos estudos meteorológicos que definem o índice de umidade relativa do ar, relaciona-se a umidade absoluta e o ponto de saturação, onde:

  • umidade absoluta é toda a água presente no ar em determinada parte da atmosfera e,
  • ponto de saturação é a quantidade máxima de vapor de água que poderia haver sob determinada temperatura.

Em ambientes com umidade atmosférica elevada, a sensação térmica costuma aumentar, dando a impressão de estar mais calor.

Por outro lado, quando a umidade está baixa, fenômeno que ocorre principalmente nos desertos, a amplitude térmica costuma ser maior, fazendo com que os dias sejam quentes e as noites muito frias.

Assim, a umidade relativa do ar varia de acordo com a temperatura do ambiente e com a presença (ou não) de vegetações densas, rios e outros elementos.

Por norma, a umidade do ar ideal no mundo atinge em média os 60%, sendo que nos desertos este valor costuma chegar aos 15%.

Como a umidade pode afetar a sua saúde?

A umidade atmosférica tem um papel fundamental na definição do clima, afetando desde a dinâmica climática até a saúde e qualidade de vida das pessoas.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o nível ideal de umidade para o nosso organismo fica compreendido entre 40% e 70%.

Quando a umidade do ar é inferior a 30% os problemas respiratórios e outros problemas de saúde costumam ser muito frequentes. Entre eles estão:

  • rinites alérgicas;
  • sangramento nasal;
  • dores de cabeça;
  • garganta seca e irritada;
  • ressecamento da pele;
  • olhos vermelhos e congestionados;
  • cansaço.

O tempo seco acompanhado da baixa umidade do ar dificultam a dispersão de gases poluentes, o que agrava ainda mais os efeitos da baixa umidade e provocam o ressecamento das vias aéreas, reduzindo a produção de muco.

Este ressecamento das mucosas e a redução do muco diminuem as capacidades de defesa do organismo e fazem com que a pessoa se torne mais vulnerável a crises asmáticas e a infecções bacterianas e virais.

Além disso, a baixa umidade predispõe à desidratação e facilita o surgimento de problemas oculares e alergias.

Em dias muitos secos e com umidade do ar reduzida, recomenda-se:

  • Ingerir bastante líquido;
  • Adotar uma alimentação saudável;
  • Evitar atividade física entre 10 horas da manhã e 17 horas;
  • Hidratar as narinas e lavar os olhos com soro fisiológico;
  • Manter a casa higienizada, ensolarada e arejada;
  • Evitar ficar em ambientes com ar-condicionado por períodos longos;
  • Evitar aglomerações;
  • Não utilizar carpetes e cortinas que acumulem poeira;
  • Evitar roupas ou mantas e cobertores de lã ou pelos;
  • Utilizar umidificadores de ar, de acordo com a orientação médica.

No lado oposto a isso, a umidade do ar superior a 70% favorece a proliferação de fungos e bolores, o que faz com que pessoas alérgicas apresentem mais crises neste período. As gripes também são comuns, uma vez que os vírus sobrevivem melhor em ambientes úmidos.

No período de inverno, a redução de luz associada à alta umidade do ar aumentam também a quantidade de ácaros e a exposição a alérgenos.

Nestes casos, é recomendado hidratar-se, manter uma alimentação saudável, hidratar e lavar com soro os olhos e a mucosa nasal e manter a casa iluminada e arejada.

Veja também o significado de:

Data de atualização: 07/10/2019.

Dra. Juliana Guimarães
Revisão por Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública e pós-Doutorada em Saúde Coletiva pela Universidade de Fortaleza. Graduação em Enfermagem pela Universidade Federal do Ceará. COREN 109692