Significado da Queda do Império Romano

O que foi a Queda do Império Romano:

A queda do Império Romano ocorre no ano de 476 d.C. com a destituição do Imperador Rômulo Augusto por Odoacro, líder do povo hérulo. O fim do Império Romano é resultado de crises econômicas e políticas e das invasões bárbaras no território romano.

O termo queda do Império Romano refere-se ao fim do Império Romano Ocidental. A parte oriental desse império, que ficou conhecida como Império Bizantino, continuou existindo, sendo derrubada apenas no final da era medieval.

A crise do Império Romano

O Império Romano existiu entre os anos 27 a.C. e 476 d.C. Ao longo dos séculos, este império conquistou um território imenso, que correspondia à grande parte do território europeu e partes da Ásia e África. Os principais acontecimentos que levam à desagregação do Império Romano são:

  • Crise do sistema escravista.
  • Instabilidade política.
  • Expansão do Cristianismo.
  • Invasão dos povos germânicos.

queda do imperio romano - mapa mental

Crise do sistema escravista

O extenso território romano - que circundava o mar mediterrâneo - era protegido pelo exército e estava interligado por estradas. O exército romano, ao longo dos séculos foi expandindo seu domínio e à medida que conquistava novos povos, capturava as pessoas para trabalharem como escravas.

A partir do século II, o Império Romano deixa de expandir seus territórios e como consequência, há uma diminuição no número de escravos. O sistema de produção romano era dependente do trabalho escravo e com a diminuição da oferta dessa mão-de-obra, se inicia uma crise econômica.

Com menos escravos trabalhando, menos produtos eram produzidos e mais caros eles se tornavam. Essa situação diminuiu o comércio - importante atividade econômica dessa civilização - e como consequência o Estado romano diminui sua arrecadação.

Com menos dinheiro para investir no exército, as fronteiras do território ficam enfraquecidas e se tornam mais vulneráveis às invasões estrangeiras.

Instabilidade política

A partir do século III, o Império Romano passa a enfrentar graves crises políticas para a manutenção do seu poder. Durante curtos períodos de tempo houve inúmeras sucessões de imperadores, assassinatos e conspirações.

A instabilidade enfrentada pelos romanos para administrar e exercer o poder no vasto território conquistado durante os séculos anteriores tornava mais fácil a invasão do território pelos povos estrangeiros.

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Expansão do cristianismo

Apesar de os cristãos terem sofrido perseguições durante séculos no Império Romano, o cristianismo cresceu e começou a ameaçar o poder dos imperadores, que eram considerados autoridades divinas.

Os cristãos não aceitavam esse caráter sagrado dos imperadores o que fazia com que o poder desses líderes fosse enfraquecido perante a sociedade.

Além disso, os cristãos eram contra a escravidão, o que representava uma ameaça ao Império Romano, que tinha toda sua estrutura de produção baseada no trabalho escravo.

Invasão dos povos germânicos (invasões bárbaras)

Os povos germânicos viviam no norte da Europa e eram chamados de bárbaros pelos romanos, pois sua língua e cultura eram diferentes. Esses povos já tentavam invadir os territórios romanos e em alguns casos eram autorizados a viver dentro do império em troca de se unir ao exército e defender as fronteiras romanas.

Mas a partir do século V o número de bárbaros que tentam invadir o território romano aumenta consideravelmente.

Não se sabe ao certo, mas acredita-se que esses povos tenham vindo em direção ao Império Romano em busca de terras melhores ou então fugindo dos hunos. Os hunos teriam vindo da Ásia Central e eram povos extremamente violentos, com elevada capacidade de movimentação no território.

Com o enfraquecimento político e militar do Império Romano, as invasões se tornam cada vez mais frequentes. Em 410, a capital do Império Romano - Roma - é invadida por diversos povos, dentre eles os visigodos, anglos, saxões, hunos e francos. À medida que esses povos entravam no território romano, eles iam estabelecendo seus reinos.

A queda de Roma se dá com a destituição do imperador Rômulo Augusto por Odoacro, líder do povo hérulo, em 476 d. C. A queda do Império Romano representa o fim do período histórico da antiguidade e inaugura a Idade Média.

queda do império romanoAbdicação da coroa do imperador Rômulo Augusto.

Queda do Império Romano do Oriente

A queda do Império Romano também é chamada de desintegração por ter sido o momento em que o território se dividiu em dois. O Império Romano do ocidente caiu e deu início à Idade Média, mas o Império do Oriente, conhecido como Império Bizantino, só chegaria ao fim em 1453.

Assim como em Roma, ao longo dos séculos, diversos povos tentaram invadir a capital do Império Bizantino, Constantinopla. Enfraquecida pelos constantes ataques, a cidade é tomada pelos turcos-otomanos em 1453, dando fim ao Império Romano do Oriente.

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Data de atualização: 15/10/2019.